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Eutanásia, Ortotanásia e Distanásia – Aspectos Médicos e Jurídicos

Ao se falar em morte e sua contrapartida, o direito a Vida, o assunto ganha discussão nos mais diversos campos de conhecimento: Medicina Direito, Ética, Religião, Biologia e Psicologia. A obra segue linha de pensamento baseada nos direitos humanos, na Bioética e no Estado Democrático de Direito brasileiro.

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R$37,00

Detalhes

O livro “Eutanásia, Ortotanásia e Distanásia: aspectos médicos e jurídicos” aborda um tema extremamente importante e bastante polêmico que tem provocado calorosas discussões acadêmicas e midiáticas. No centro desse cenário, que diz respeito a toda a sociedade, encontra-se o médico e seus dilemas profissionais, religiosos, jurídicos e, sobretudo, éticos, sobre a prática da eutanásia, ortotanásia e distanásia. A principal discussão gira em torno do direito à morte digna.
Apesar do conceito de eutanásia distinguir-se completamente do genocídio e da eugenia, o passado histórico marcado pelas práticas de extermínio ocorridas durante o nazismo alemão é o maior obstáculo à discussão do direito de morrer dignamente. Sob o prisma da legislação, o assunto se entrelaça à estrutura jurídica brasileira e de proteção dos direitos humanos, amparado pelo artigo 1º da Constituição que estabelece o respeito à dignidade da pessoa humana e à cidadania. A Constituição define que ser cidadão é ter direito à vida, à liberdade, à propriedade, à segurança, à igualdade, ou seja, a todos os direitos civis. Complementando este inciso, está o respeito à dignidade da pessoa humana, ou seja, o reconhecimento da autonomia pessoal do indivíduo conduzir sua própria existência e ser respeitado como sujeito de direitos. Em última análise, soberano em suas próprias decisões. Paralelamente, está o olhar do profissional de saúde, que reconhece, nos tempos modernos, a Medicina impulsionada pela tecnologia de ponta e pelos avanços da Terapia Intensiva com seus competentes profissionais. Essa realidade permite ao médico inúmeros recursos para prolongar a vida do paciente portador de doença em fase avançada, privando-o, por outro lado, de uma morte digna e sem sofrimento. O bom profissional da saúde, que teve formação acadêmica e humanística, deve estar ciente de seu dever de cidadão, que é oferecer cuidado digno aos pacientes, a fim de dar a eles todo o suporte psicológico, espiritual e emocional, garantindo-lhes assistência médica de excelência, para que desfrutem de uma sobrevida de qualidade até o momento derradeiro da morte. Então fica o dilema no ar: direito à morte digna ou preservação da vida de maneira apenas quantitativa? Sem a intenção de esgotar o assunto, médico e juristas se reúnem para apresentar uma análise crítica sobre a legislação que envolve o importante tema, dentro de conceitos bem estabelecidos na literatura. Os autores sentem-se felizes com a certeza de estarem trazendo uma relevante contribuição para médicos, juristas e, em sua instância maior, para a sociedade.

Antonio Carlos Lopes
Carolina Alves de Souza Lima
Luciano de Freitas Santoro

 

 

Autores: Antonio Carlos Lopes, Carolina Alves de Souza Lima, Luciano de Freitas Santoro
Formato: 14 cm x 21 cm
Encadernação: Brochura
Categoria: Medicina Legal
ISBN: 978-85-388-0239-6



Sobre o Autor